18 de agosto de 2017

DOPamina: Infusão IV em mL/hora para DOPamina 800 mcg/mL


Descrição: cada mL contém 5 mg de cloridrato de DOPamina (ampola 10 mL). Excipientes: EDTA sódico, metabissulfito de sódio, ácido clorídrico e água para injeção. O produto é fotossensível. Não misturar DOPamina em soluções alcalinas, pois ocorre inativação. Uma coloração amarelo-castanha na solução é um indicativo de sua decomposição, não devendo ser utilizada. Injeção com pH 2,5-5. Estocar em temperatura ambiente, não congelar e proteger da luz.



Infusão IV em mL/hora para DOPamina 800 mcg/mL

Peso paciente
50 kg
60 kg
70 kg
80 kg
90 kg
100 kg
Dose mcg/kg/min
(mL/h)
(mL/h)
(mL/h)
(mL/h)
(mL/h)
(mL/h)
5
18,75
22,5
26,25
30
33,75
37,5
10
37,5
45
52,5
60
67,5
75
20
75
90
105
120
135
150
30
112,5
135
157,5
180
202,5
225
40
150
180
210
240
270
300

Referência: Souza GB. Manual de Drogas Injetáveis, 4ª ed. Medfarma. São Paulo: 2017.

25 de junho de 2017

Formulário Farmacêutico Magistral, 2ª ed. 2017

2ª Ed. 2017 - Editora Medfarma
ISBN 978-85-89248-17-4
1194 págs. - Capa dura - Preço: R$ 234,00
 
Formulário Farmacêutico Magistral 2017 apresenta em 1194 páginas 1084 fármacos em mais de 1.300 fórmulas de medicamentos manipulados, suas respectivas estabilidades, modos de preparo a partir de matérias-primas, cápsulas, comprimidos, ampolas, soluções para nebulização, sprays nasais, ou de outras formas farmacêuticas existentes. A obra é ricamente referenciada e embasada na literatura farmacêutica internacional atual, de leitura fácil e objetiva, e assim, de grande utilidade aos estudantes de farmácia e aos profissionais da manipulação magistral no ambiente hospitalar e nas farmácias de manipulação. 
  1. Agradecimentos
  2. Nota
  3. Introdução
  4. Manipulação Magistral
  5. Medicamentos em Dermatologia
  6. Preparações Tópicas Semisólidas
  7. Medicamentos em Oftalmologia
  8. Glossário Dermatológico
  9. Glossário Farmacêutico
  10. Tabela de pH
  11. Fórmulas Farmacêuticas

27 de novembro de 2016

INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA DE RITONAVIR E O PROTOCOLO ABVD EM PACIENTE ONCOHEMATOLÓGICO: RELATO DE CASO



GILBERTO BARCELOS SOUZA1; NAYARA FERNANDES PAES2; RACHEL NUNES ORNELLAS2; TARCILA SOARES OLIVEIRA DE SOUZA ALBÉRICO2; AMANDA CASTRO DOMINGUES DA SILVA3; FÁBIO MOORE NUCCI4; CLÁUDIA MÁRCIA CABRAL FEIJÓ OLIVEIRA5; SUELLEM THOMÉ VARGAS POSSAS2. Farmacêutico - Serviço de Farmácia - Hospital Universitário Antônio Pedro – Universidade Federal Fluminense - Niterói – RJ. Farmacêutica Residente - Serviço de Farmácia - Hospital Universitário Antônio Pedro – Universidade Federal Fluminense - Niterói – RJ. Acadêmica de Farmácia – Faculdade de Farmácia - Universidade Federal Fluminense – Niterói – RJ. Médico – Hematologista - Serviço de Hematologia - Hospital Universitário Antônio Pedro – Universidade Federal Fluminense - Niterói – RJ. Enfermeira – Serviço de Hematologia - Hospital Universitário Antônio Pedro - Universidade Federal Fluminense - Niterói – RJ. 

Introdução: O Linfoma de Hodgkin (LH) é uma neoplasia que se origina nos linfonodos (gânglios) do sistema linfático, ocasionando alterações morfológicas das células linfocitárias, principalmente as da linhagem B, facilmente identificadas pela presença de células de Reed-Sternberg. A incidência de LH nos doentes infectados pelo vírus HIV, mais elevada em cerca de 5-10 vezes comparativamente à população HIV negativa, apesar de não ser uma doença definidora da SIDA. O prognóstico dessa neoplasia nos pacientes soropositivos geralmente não é bom, por isso a estratégia de tratamento deve ser modificada, de forma a atingir índices de remissão completa e aumento da sobrevida, com o uso de esquemas antirretrovirais altamente eficazes e ajustes de protocolos quimioterápicos. Objetivo: Este trabalho tem como objetivo investigar a presença de interações graves entre os antirretrovirais Ritonavir, Danuravir e Raltegravir e o protocolo ABVD (Adriamicina, Bleomicina, Vimblastina e Dacarbazina), esquema clássico de tratamento do Linfoma de Hodgkin. Metodologia: Durante uma discussão do caso clínico de um paciente de 32 anos, HIV soropositivo, apresentando diagnóstico de Linfoma de Hodgkin com infiltrado medular (estágio IVB) e suspeita de insuficiência adrenal, o médico sugeriu o protocolo de quimioterapia ABVD, porém seria necessário investigar a presença de interações graves entre os antirretrovirais e os antineoplásicos, avaliando, desta forma, qual a melhor alternativa: troca dos antirretrovirais ou ajustes de doses dos quimioterápicos. Foi solicitado o auxílio das farmacêuticas residentes para obtenção da terapêutica medicamentosa mais segura para o paciente. Resultados: Foi identificado grave interação entre Ritonavir e Vimblastina, pois o primeiro medicamento é um potente inibidor do citocromo P450 3A4 e a coadministração pode aumentar de forma significativa a concentração plasmática de alcalóides da vinca, neste caso, a vimblastina, aumentando sua toxicidade, com risco de morte para o paciente. Devido a alta carga viral (1191, log 3,28) e o paciente já encontrar-se em terceira linha de tratamento, não foi possível substituir os antirretrovirais. Assim, as farmacêuticas residentes, baseadas em literaturas, sugeriram que a administração da vimblastina fosse iniciada em dose mínima (3,7mg/m² superfície corpórea), sendo aumentada gradativamente de acordo com a resposta do paciente, monitorando a presença de sinais de toxicidade. Conclusão: A atuação clínica das farmacêuticas foi importante para garantir a segurança do paciente diante da alta complexidade da farmacoterapêutica. Através da aplicação dos conhecimentos técnicos, foi possível iniciar o protocolo quimioterápico adaptando-o à necessidade individual do caso. Palavras chave: Interação, hematologia, segurança do paciente.

Anais do V Congresso de Farmácia Hospitalar em Oncologia do INCA - 26 a 29 de outubro de 2016 - Rio de Janeiro - RJ